Delação ou Delação?

Outro dia a Presidenta  Dilma disse numa conferência de imprensa que não respeitava delatores. O mundo ( sobretudo os comentaristas da Globo e da Veja) caiu em cima dela. Todo mundo explicando que a delação premiada faz parte do nosso sistema legal, que isso não tem nada a ver com aqueles que delatavam no período negro da ditadura, enfim, só faltaram chamar Dilma de burra, inculta e despreparada. Pois eu me atrevo a defendê-la e defender a sua declaração, enfatizando os seguintes pontos: 1- Delação é delação, não importa se premiada ou não. O delator pode delatar por inúmeros motivos- covardia, medo, interesse, maldade, inveja, ciume, prazer, mau caráter, ou qualquer outro motivo que quiserem adicionar a esta lista. 2-  A premiação prevista na lei é no sentido de oferecer ao sujeito que delata uma pena mais branda do que aquela que na verdade mereceria. A delação na época da ditadura provavelmente livraria o delator da tortura e da possivel aniquilação física. É uma premiação e tanto. 3- Tanto hoje em dia quanto na época dos calabouços da ditadura houve gente que delatou e gente que se recusou a delatar, sofrendo todas as consequências de seus atos. Julgo que quem se recusou a delatar durante os anos de chumbo teve bem mais coragem e caráter do que os corruptos que sabem que não sofrerão nem uma pequena parte do que aqueles sofreram, se é que ainda estão aqui para contar… 4- A inversão de valores mais perversa é daqueles que procuram desvalorizar aqueles que, sob tortura e maus tratos, delatavam, para valorizar os sem vergonha que participaram de todas as maracutaias das operações lava jato e outras que tais, doleiros, deputados criminosos, lobistas sem vergonha, que não têm pejo algum de indiciar seus colegas de crime, para se livrar da pena que merecem. (que pena “mereciam” os que morreram ou que lutaram pela democracia nos anos 60 e 70 ?) Qual a delação mais abjeta? 5-Repito: delação é delação, por mais que essa esteja prevista nas leis. Durante a ditadura não havia leis que regulamentavam o que era delação. Havia prisão, tortura e morte. Os motivos da prisão eram outros, os crimes eram outros, e havia uma delação premiadíssima. embora não legal.. Certamente o que não havia era uma justiça regulamentada e respeitadora dos mínimos direitos humanos.  Hoje o que há são salafrários, corruptos que sem nenhum sentido de ética e caráter, delatam seus companheiros de crime, sem nenhum problema, a fim de “levar uma vantagem” na hora de prestar contas de suas maracutaias e roubos contra a nossa economia. Compreendo completamente a sua declaração, Presidenta, e acho vergonhoso a má fé ou a ignorância daqueles que a atacam porque aproveitam qualquer argumento para denegri-la.

Esclareço: não sou adversário da instituição legal da delação premiada, nem creio que Dilma Roussef o seja. Acho que essa instituição ajuda a desvendar casos que sem o auxílio destas seriam muito mais difíceis de solucionar. Não confundamos as bolas: uma coisa é o delator, qualquer que seja, o dedo duro ou ou qualquer outro e outra é a validade da delação como meio para chegar mais rápido e mais facilmente à solução de casos complicados. Creio que a Presidenta falava da figura do delator e é preciso não fazer ilações precipitadas. É difícil simpatizar com quem se aproveita de uma instituição perfeitamente legal para conferir legitimidade à sua falta de caráter.

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cadernos do ticino

Uma boa nova para quem gostar de ler e pensar literatura. Patrícia Melo acaba de inaugurar o seu blog- cadernosdoticino.wordpress.com , assim mesmo, sem espaço entre as palavras. Como conheço bem a autora, serei leitor assíduo de seus comentários…

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Contribuição de Alain Lompech

O texto que abaixo reproduzo é um comentário ao meu último post. No entanto, dada a importância de seu conteúdo e a importância de quem o redigiu, achei necessário estampá-lo com destaque nesse blog. O original, em francês, é de autoria de Alain Lompech, editor de cultura do jornal francês “Le Monde”, um dos mais importantes jornais europeus e cuja irradiação é imensamente maior do que a desse modesto blog. Em seguida tomei a liberdade de traduzi-lo para o português, para que fosse compreensível para todos os leitores. Finalizo dizendo que é uma honra para esse blogueiro poder trazer aqui com exclusividade um texto de Alain Lompech sobre a nossa realidade musical e cultural. Mais feliz ainda fico por observar que muito daquilo que vem no texto condiz com as linhas mestras do pensamento que venho tentanto expressar no decorrer dos últimos 10 meses de existência desse blog. Divirtam-se.

La seule chose qui soit derrière l’affaire OSB, c’est la médiocrité intellectuelle d’individus qui n’ont pas compris qu’une institution artistique était plus importante que ceux qui détiennent un simple pouvoir temporel sur elle. Ils doivent la rendre en meilleur état que le jour où ils en ont reçu les clefs.

Une institution n’est pas un outil de promotion personnelle : quand il en est ainsi, ce n’est que catastrophe et ruine. Quand ceux qui la dirigent n’ont qu’un but : faire grandir l’institution, alors le prestige de l’institution rejaillit sur eux.

Le Brésil est un pays qui, vu de l’extérieur, a profondément changé. Il n’est plus seulement ce pays tropical, sensuel et dangereux, ce pays poursuivi par un avenir radieux qui ne le rattrapait jamais. Le Brésil est enfin vu pour ce qu’il est, un pays dont la culture érudite et populaire est aussi importante pour le monde que la forêt amazonienne l’est pour l’équilibre écologique de la planète.

La médiocrité intellectuelle dont je parlais vient de ce que l’OSB n’est pas regardé par ses tutelles, autant publiques que privées, comme le trésor national qu’il devrait être. Alors, on le confie à des artistes et des administrateurs qui n’ont pas conscience de l’enjeu que représente cette institution, de son passé comme de son avenir et de la forte implication qu’elle doit avoir dans la vie musicale et intellectuelle du pays.

La seule justification qu’il y a de maintenir en vie une institution symphonique, comme un opéra, est qu’elle créée la musique de notre temps et qu’elle maintienne en vie le répertoire au plus haut niveau de qualité possible.

Le Brésil a les ressources financières et intellectuelles pour mener un tel projet à la victoire. Il le peut et il le doit.


“A única coisa que pode estar por detrás do “affair” OSB é a mediocridade intelectual de indivíduos que não entenderam que uma instituição artística é mais importante do que aqueles que detém um simples poder temporal sobre ela. Eles precisam devolvê-la num estado melhor do que aquele que existia quando as chaves lhes foram entregues.

Uma instituição não é um utensílio de promoção pessoal: quando este é o caso, não passa de uma catástrofe e da ruína. Só quando os seus dirigentes não têm outro objetivo senão fazer crescer a instituição, é que o prestígio dessa instituição acaba por resvalar sobre eles próprios.

O Brasil é um país que, visto de fora, mudou profundamente. Não é mais somente aquele país tropical, sensual e perigoso, um país perseguido por um futuro radioso, que nunca consegue alcançá-lo. O Brasil está finalmente sendo visto pelo que ele é, um país cujas culturas erudita e popular são tão importantes para o mundo quanto a floresta amazônica o é para o equilíbrio ecológico do planeta.

A mediocridade intelectual a que me referia está refletida naquilo que a OSB não representa, mas que deveria representar para os seus tutores, tanto públicos quanto privados: o tesouro nacional que deveria ser. O resultado é que se confia a instituição a artistas e a administradores que não têm a consciência do desafio que esta instituição representa, do seu passado e do seu futuro, e das fortes implicações que ela necessita excercer na vida intelectual e musical do país.

A única justificativa que existe para que se mantenha uma instituição sinfônica, assim com uma ópera, é que ela crie a música de nosso tempo e que ela mantenha vivo o repertório no seu mais alto nível de qualidade.

O Brasil possue recursos financeiros e intelectuais para levar um tal projeto à vitória. Ele o pode e ele o deve.”

Voilà…

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Direto da Europa

dedicado a Sonia Racy

No Estadão de hoje:
“ADVERTÊNCIA SOBRE AS DÍVIDAS DOS EUA ABALAM MERCADOS”
Há quem acredite que John Neschling esteja por detrás disso

Ainda na edição de hoje do Estadão:
“DEBANDADA DE VEREADORES AMPLIA CRISE NO PSDB”
Há também quem acredite que John Neschling esteja por detrás disso

Agora na Ilustrada da Folha de São Paulo de hoje:
“STROKES, ARCADE FIRE E KINGS OF LEON CONSAGRAM COACHELLA”
Há certamente muita gente que acredita que John Neschling esteja por detrás disso

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Fogueira das verdades

esse texto foi devidamente completado depois da coluna de hoje – “Direto da Fonte”, de Sonia Racy. (19.04.2011)

A saída de Roberto Minczuk da Osesp foi bastante polêmica, e por anos carreguei a “pecha” de ter sido injusto com ele. Ainda ontem, um leitor deste blog lembrou-me de uma matéria que saiu no Estadão em que um jornalista me chamava de “tiranete da batuta”, como se eu estivesse prejudicando o desenvolvimento artístico e profissional do meu regente assistente.
No entanto, sua saída teve razões muito claras e objetivas: naquela época Roberto sofria, por parte dos músicos da OSESP, muita resistência à sua atuação como regente e tinha uma agenda no exterior que o impedia de me ajudar no dia a dia da orquestra. Além disso, ele havia assumido a direção do Festival de Inverno de Campos de Jordão, o que lhe consumiria ainda mais tempo, nos períodos em que passava no Brasil.
Quando um membro da comissâo dos músicos da OSESP me chamou para contar que a então Secretária de Estado de Cultura, Cláudia Costin (atual membro do conselho de administraçâo da OSB), durante uma de minhas viagens, havia convocado a comissão de músicos da OSESP para dizer que meu contrato estava expirando e abrindo espaço à dicussão de uma sucessão, as coisas começaram a ficar preocupantes. Soube logo depois, por fonte idônea, que Cláudia Costin e Roberto já haviam inclusive acertado o salário para que ele me substituísse.
Não havia mais sentido em trabalhar com uma pessoa em que eu não confiasse.
Roberto deixou o emprego numa situação muito confortável: já no seu último concerto frente à OSESP, ele estava contratado pela OSB. Em seguida, sofri uma intensa campanha de difamação, alimentada por amigos e familiares de Roberto.
Antes ainda, eu já havia pago um preço alto pela demissão de sete músicos da OSESP, cuja responsabilidade artística era minha, mas cuja causa foi a briga desses mesmos músicos com Roberto, incapaz de resolver o problema sozinho.
Acho curioso que um jornalista sério como Ancelmo Góes ( ou uma jornalista séria como Sonia Racy) coloque na sua coluna de hoje do Globo que “…John Neschling estaria atuando contra Roberto Minczuk”.
Vivo na Europa, onde trabalho, e tenho meus projetos. Estou longe dos lamentáveis acontecimentos na OSB, que são de inteira responsabilidade do maestro e do conselho de administração da orquestra.
Há centenas, se não milhares de vozes no Brasil e no mundo, aí incluindo políticos eleitos como Jandira Feghali, críticos como Norman Lebrecht, sindicatos de músicos canadenses, americanos e de outros países além do Brasil, grande solistas e compositores brasileiros tomando posições inequívocas neste imbróglio.
Escolher a mim, por conta de análises que faço no meu blog, não apenas sobre a OSB, mas sobre diversos assuntos musicais referentes ao Brasil e à América Latina, como um dos arquitetos da derrocada à qual Roberto está condenando a OSB e a si próprio, parece mais que reducionismo: é ignorância e má fé, resultado de fofoca dos mesmos Iagos de sempre.
Desde a criação desse blog, decidi jamais deixar sem resposta esse tipo de acusação. Afinal, uma mentira contada reiteradas vezes, acaba valendo como verdade.

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Uma festa em Bilbao

CRÍTICA clásica
Una fiesta francesa

Mikel CHAMIZO

John Neschling, sobrino de Arnold Schoenberg, es un director que ha desarrollado gran parte de su carrera en Brasil. Quizá ese alejamiento de los principales circuitos clásicos le haya evitado alcanzar mayor fama, porque lo cierto es que es un director magnífico o, por lo menos, se le da muy bien el repertorio francés, que fue el que dirigió el jueves y el viernes a la Bilbao Orkestra Sinfonikoa. A la escucha “La tombeau de Couperin” puede parecer una obra que sale con facilidad, dada la claridad y fluidez de la orquestación de Ravel, pero esconde un gran trabajo equilibrando las dinámicas de los diferentes instrumentos, problema que Neschling resolvió a la perfección. Y además de eso supo darle a la música un carácter danzante, planteando acentuaciones y fraseos asertivos sin faltar a la elegancia intrínseca de la obra. La BOS respondió a sus exigencias como un reloj suizo, y el oboísta Nicolas Carpentier superó con nota el papelón solista que le depara Ravel aquí.

Al Ravel le siguió el “Concierto para flauta” de Ibert, con la solista Sharon Bezaly y sus bien conocidas cualidades: un sonido melífluo y flexible, aunque no excesivamente oscuro. Quizá esto último repercutió algo negativamente en el evocador segundo movimiento, pero el primero y el ‘Rondo’ fueron una fiesta de brillantez. En cuanto a la “Sinfonía para órgano” de Saint-Saëns, Neschling supo construir unos climax efectivos y poderosos, aportando a la ya de por sí imponente música de Saint-Saëns un extra de excitación y emoción. Sobresaliente velada en lo musical.

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Perguntas e contrastes

Acompanho, consternado, o desenrolar da crise na OSB. Tenho lido inúmeras reações ao triste momento por que passa a orquestra, e observo que algumas perguntas não foram feitas,   cujas respostas me parecem fundamentais para conhecer melhor o fundo desse imbroglio, que caminha cada vez mais inexoravelmente para um beco sem saída. Gostaria muito que a imprensa procurasse as respostas para as seguintes indagações:

1- O Conselho de Administração tem legimitidade  para atuar plenamente?                          2- Todos os membros do  Conselho de Administração estão ao par dos acontecimentos e participam das tratativas com os músicos?                                                                                  3- Por que o Conselho de Administração não se manifesta como um todo?                                                                                                                                                   4- Como é composta a administração da OSB e quais as pessoas que são empregadas pela Fundação?                                                                                                                                          5- Qual o verdadeiro salário a ser pago aos músicos profissionais a partir de junho, em cada categoria?                                                                                                                                              6- Qual o plano de cargos e salários do corpo administrativo da Fundação OSB?                  7-  Qual o real orçamento anual da OSB e como ele é composto?                                                 8- Quais as garantias de orçamento para os (quatro, cinco) anos vindouros, que assegurem os novos salários dos músicos?                                                                                                        9- Qual o real salário do Maestro?                                                                                                  10-Quem foram os jurados das primeiras audições?                                                                      11- Quem serão os julgadores das audições no exterior e que legitimidade terão?                   12- Qual a posição dos principais patrocinadores (institucionais e privados) da orquestra em relação às questões social e artística que essa crise envolve?

Se essas questões, entre outras, fossem esclarecidas, e a falta de transparência nas informações não impedisse uma visão mais clara da realidade, se as declarações dos dirigentes da Fundação não fossem tão genéricas, talvez entendêssemos as verdadeiras razões para que dois conselheiros e um maestro, sem o respaldo inequívoco do resto da instituição, insistam tanto em manter um modelo que evidentemente vai contra o desejo de toda uma comunidade no Brasil e no exterior.

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Já tive a oportunidade, por diversas vezes, de trabalhar com a excelente flautista israelense Sharon Bezaly.  Ela foi solista de diversos concertos que regi com a OSESP e com ela gravamos dois discos. Por uma feliz coincidência, Sharon foi a solista do concerto que regi na semana passada em Bilbao, com a Orquestra Sinfônica da cidade. O programa incluía ainda a terceira sinfonia de Saint-Saens, na qual a moderníssima  sala de  concertos do Palácio Eskaulduna pode exibir o órgão que tem papel preponderante na obra, e a jóia  “Le Tombeau de Couperin”, homenagem que Ravel fez ao grande compositor compositor do passado, e que de fúnebre não tem nada. Bilbao é uma cidade na medida do homem, que se revalorizou impressionantemente nas últimas décadas através da arquitetura e da cultura, que conseguiram remodelar a  cidade e a colocaram em posição invejável dentre os centros turísticos, industriais e financeiros da Espanha.  Mais um concerto que me deixa felizes lembranças, tanto pela música quanto pelas pessoas com que tive oportunidade de conviver durante a semana.



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A música eletrônica tem tido um papel importante na cultura contemporânea. Desenvolvendo a linguagem jazzística e do rock, aliada ao poder da eletroacústica e da criatividade sonora, músicos de diversas nacionalidades têm se dedicado a  um trabalho que atinge milhões de ouvintes em todo o mundo.  Os meios que a técnica e a informática puseram à disposição de artistas que pesquisam sonoridades, ritmos e sons de diversas culturas, permitem que o resultado dessas pesquisas, embalados pela música ao vivo e pela manipulação eletrônica produzam espetáculos que têm reunido milhares de admiradores na Europa, Estados Unidos e Japão. Um dos expoentes dessa nova linguagem é um brasileiro, que já foi integrante de uma das bandas de rock mais importantes dos últimos anos, o Sepultura. Separado da banda, Iggor Cavalera e sua mulher Laima seguiram um caminho  de pesquisa e criação musical e tecnológica, que os transformou num fenômeno “cult” nesse mundo especial e sofisticado, o “Mixhell”. Iggor tem ainda trabalhado com seu irmão Max num projeto intitulado Cavalera Conspiracy. Ambas as vertentes encontram pouco mercado no Brasil, que em termos de música contemporânea está mais para Shakira do que para a pesquisa sofisticada. Aqui por estas bandas, no entanto, seus espetáculos enchem clubes especializados. Ligados por laços “tortos” de família, Iggor e Laima são meus sobrinhos e vieram  me visitar em minha casa na Suíça, entre um espetáculo em Paris e outro em Roma, parte de uma excursão praticamente contínua, que os leva aos mais importantes centros do mundo (Berlim é a Meca dos praticantes dessa linguagem específica) . O Brasil, como em tantos outros casos de ineficiência cultural, não lhes oferece condições de trabalho que lhes permita passar em casa mais de dois ou três dias de vez em quando.  E assim se produziu um encontro dos mais insólitos entre dois músicos de linguagens profundamente diferentes, mas ligados pela seriedade do trabalho e pela necessidade de um exílio involuntário.

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