João Batista e a IN-VEJA

Todos conhecem a minha proverbial simpatia pela Revista VEJA e pelo seu insigne jornalista João Batista, que já me deu muitas alegrias no passado. Pois é, nem bem me recupero do pequeno mal estar de que fui acometido ontem durante um concerto ( muitíssimo obrigado pelas inúmeras manifestações de carinho e apoio ), e já me divirto com o fantástico e super ético modo investigativo deste vejiano de carteirinha. Pensando que Gian Carlo del Monaco é meu inimigo “in secula seculorum”, o brilhante vejiático (hoje estou atacado pelos neologismos) escreve-lhe um email confidenciando que está escrevendo uma matéria sobre mim e suspeitas sobre minha “desgovernaça” (mismanagement), no Theatro Municipal.
Gian Carlo mais do que celeremente, e talvez conhecendo a reputação do vejômetro, mandou-nos cópia do e-mail que recebeu de João Batista com essas acusações mentirosas e a sua resposta – Gian Carlo nada mais, nada menos que fechou a porta na cara do apóstolo da VEJA.
Não satisfeito com essa santa cruzada na Itália, João Batista enviou o mesmo email para a Austrália, para minha ex-esposa, que prontamente reenviou o email para mim, indignada. Essa noite vai ser engraçada: quantos supostos inimigos vão me informar dessa santa investida, cujos e-mails só mudam o nome do destinatário? “Ma che barbaro appetito” como diria Leporello…
O que me diverte mais são esses truques do apóstolo. Está em curso toda uma investigação do Ministério Público sobre a administração do TM, e que indicará, sem sombra de dúvida os malfeitos cometidos por quem quer que seja. Como se não tivesse sido eu mesmo quem advertiu o Prefeito de que alguma coisa andava podre no reino da Praça Ramos, já no ano passado – sem se dar ao trabalho de verificar que a administração artística respeitou estritamente o orçamento que nos foi concedido.
Judas, (ops) João Batista da nova e reformulada (para que?) Igreja Vejiana, vai atrás de meus supostos inimigos, sem estar nem um pouco atualizado. Eu poderia facilitar muito o seu trabalho: nossa lista de inimigos é proporcional à nossa competência e nossa capacidade de trabalho. Mas confesso que é muito mais divertido assistir como essa gente se arranja sozinha.

Foto de John Neschling.
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