A Coruña 3

TCHAIKOVSKI EJEMPLAR

Martes, 15 de Marzo de 2011 00:00 Eulogio Fernández Albalat
El último concierto de la OSG tuvo dos partes diferentes. Saturnal, o Meditación melancólica para orquesta, de Manuel Balboa como obertura. Cinco minutos de duración para una pieza taciturna y macilenta, donde Balboa se confiesa de forma delicada, sugerente e íntima. La aspiración legítima de una obra de estas características debería ser la escucha reflexiva y atenta de su discurso, tal como sucedió en Palacio.
La segunda obra fue el Concierto Op 99 de Castelnuovo-Tedesco. Vicente Coves –guitarra solista– tuvo problemas en su exposición debidos a la memoria o a la falta de un trabajo previo adecuado al nivel cualitativo de una orquesta como la OSG; parece que tengan que ser los guitarristas los que torturen al público con las inseguridades de una dicción sujeta a altibajos dejando en entredicho el oficio. Esto no sucede con Russell, Barrueco o Williams. Repetidos pequeños tropiezos, como en el Andantino alla Romanza, donde gracias al director y a la Orquesta, Coves reencontró su papel. Tampoco dio sensación de estar versado en Tedesco, pues no es el espíritu flamenco el eje central de la inspiración del autor, siendo innecesarios los rasgueos del final del tercer movimiento, cuando el concierto retoma la tonalidad original de Re M en la Quasi fanfara, ya que la partitura no indica nada al respecto. No negándole habilidades, como buena calidad de sonido y fraseo cuidado en ocasiones, su interpretación no gustó.
Fuera de programa, Moon River y Over the Rainbow en el más fiel estilo crossover. Flaco favor se le hace a la guitarra con de este tipo de suertes intentando lograr así un acercamiento fácil a los oídos del público. Siempre nos quedará Bach, Sor, Brouwer o Villa-Lobos.
En la segunda parte la Sinfonía No V de Tchaikovski. La versión de John Neschling no sólo compensó la obra anterior, sino los esfuerzos realizados hasta la fecha en pro de este ejemplar proyecto cultural llamado OSG. La OSG es buena amiga de Tchaikovski, pero con Neschling cobró una magnitud sonora superior ya que transmitió a la Orquesta una sensación de seguridad y profesionalidad extraordinaria. Otro de los detalles que facilitó la comprensión de la Sinfonía fue haber enlazado los movimientos entre sí, sin apenas pausas. Fuerza emotiva, empaste en la cuerda, control de niveles sonoros en la madera o una conducción natural del fraseo fueron algunas de sus armas, aunque destacó la capacidad de Neschling para hacer una lectura de la partitura de forma lógica, casi deductiva. Estado del arte.
Do Jornal El Ideal Gallego de La Coruña de ontem.
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5 respostas para A Coruña 3

  1. irai de paula souza disse:

    Bravo Maestro ! E que a Biscoito Fino, com a maior urgência, continue a
    editar a integral Tchaikowsky/Osesp/Neschling.

  2. Maria José disse:

    Parabens,Maestro!!mais uma vez!

  3. Marisa Yayoi Takano Lui disse:

    Ola Maestro!! Saudades!!

  4. Nilson disse:

    Enquanto isso em São Paulo a OSESP faz uma apresentação gasconha no Parque da Independência. Executam apenas o último movimennto da Nona de Beethoven com o de Burgos – disseram que foi por causa da chuva, que não choveu. O sistema de som utilizado era horrível e a filmagem para os telões, pior. Ambos pareciam operados por bêbados.
    Enfim, maestro, estamos muito longe da qualidade mostrada no seu tempo de OSESP. Qualidade pela qual o senhor tanto lutou e da qual nunca abriu mão.
    Sucesso.

  5. Irai de Paula Souza disse:

    BEETHOVEN EJEMPLAR BAJO LA DIRECTION DE JOHN NESCHLING

    Ontem, tive o prazer de comprar o Cd do ultimo lançamento Osesp/Biscoito Fino. Para todos nós, que estivemos presentes nos memoráveis concertos dos dias 20/21/22 de março de 2008 na Sala São Paulo é sublime ouvir novamente a emblemática Sinfonia n° 3 em Mi b Maior, Op.55 – Eroica – de Beethoven.
    Grande emoção, revisitar aqueles momentos mágicos e acompanhar o discurso sonoro de maturidade e excelência artística da Osesp sob a sua direção, Querido Maestro Neschling. Esta obra-prima do repertório sinfônico tantas vezes definida em seus quatro movimentos como a expressão de Luta (Allegro con brio) , Morte (Marcha Funebre – adagio assai) , Renascimento (Scherzo: allegro vivace) e Apoteose (Allegro Molto) encontrou nessa interpretação máxima o equilíbrio dos andamentos, a densidade sonora, a paleta de cores e a surpresa de vozes antes inauditas.
    Um verdadeiro triunfo do projeto Neschling/Osesp/Sala São Paulo/Gravações ao vivo, pautado na qualidade, na excelência, na determinação e perseverança. Esta sinfonia, cuja discografia registra centenas de gravações com as melhores orquestras do mundo sob a direção dos maiores nomes da regência orquestral de todos os tempos, neste auspicioso lançamento supera todas as expectativas e entra em definitivo no seleto panteão das maiores e melhores gravações já realizadas.
    BRAVÍSSIMO MAESTRO!!!!!! sem o seu projeto e a sua direção artística a integral das sinfonias de Beethoven e a imensa discografia da Osesp nunca sairiam do papel !

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