A deselegância de Alex Klein

Como sabem meus leitores, uma das razões pelas quais criei esse blog foi a minha decisão de não permitir mais que ataques me sejam feitos sem que eu possa me defender. Hoje, li a carta aberta que o oboísta e atual maestro Alex Klein enviou ao maestro Roberto Minczuk, em razão das audições marcadas para os músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira. A carta é de uma deselegância ímpar em relação a mim e também ao maestro Minczuk, a quem Klein se dirige como se fosse um veterano na regência. Alex Klein é um excelente músico, mas jamais fez nada parecido ou próximo do que deixei realizado no Brasil. Sua passagem pela direção do Teatro Municipal de São Paulo foi fugaz e estéril, e nem por isso ele foi vítima da deselegância que hoje ele utiliza  na sua tentativa de ser parceiro de outro maestro, e ao mesmo tempo partidário dos músicos da orquestra.

Comparar as atuais audições da OSB com as que realizei  durante a minha gestão frente à OSESP  é fora de propósito. As audições foram feitas com outros critérios, outros objetivos e  e sobretudo,  após longas negociações com a comissão da orquestra e a anuência da grande maioria dos músicos. Sem falar que elas foram programadas no início da minha gestão.

Alex afirma que essas audições deixaram cicatrizes profundas, que até hoje afetam os músicos. O que elas deixaram, sim, foi uma orquestra que, com menos de  dez anos de trabalho, já estava ganhando o Grammy. Quando saí da OSESP  a prestigiosa revista inglesa Gramophone a incluiu como digna de nota na matéria sobre as vinte melhores orquestras do mundo.

Curioso Alex mencionar o cenário internacional das orquestras para discutir o contexto brasileiro. Como se o Brasil, em 1997, tivesse a mesma tradição e os mesmos 150 anos de história da Filarmônica de Berlim nas costas. Quando cheguei ao Brasil, em 1997, Alex era oboísta da orquestra de Chicago porque no Brasil não havia orquestra à qual ele pudesse entregar seu talento. Naquela época, para quem não se lembra, os músicos da OSESP, ensaiavam num restaurante e podiam até mesmo ler jornais durante os ensaios. Mais do que construir uma orquestra, eu imprimi uma cultura de qualidade e de disciplina, e se fiquei com a pecha de autoritário e ditador, foi por conta de atitudes deselegantes e conservadoras como a de Alex, que na época em que fui diretor da OSESP, ia a meu camarim dizer coisas muito diferentes do que diz hoje em carta aberta.

Dizer que em 1882 os músicos da Filarmônica de Berlim iniciaram a sua luta por melhores condições de trabalho  é citar exemplos fora da nossa realidade.  A OSESP reestruturada não tem nem 15 anos.  Klein parece que esqueceu disso e vem agora com exemplos de 1882. Durante toda a minha atuação à frente da OSESP minha preocupação não foi só quanto à qualidade artística. Enquanto Alex Klein tocava nos USA e ganhava em dólares, sem pensar em voltar ao Brasil, eu batalhei pelo aumento dos salários dos músicos brasileiros em reais e para dar-lhes uma condição de trabalho digna e luxuosa, comparável a qualquer grande orquestra do mundo, inclusive a de Chicago, onde Alex tocava.  Quando deixei a OSESP estava iniciando uma batalha para conseguir um plano de previdência privada para os integrantes da Fundação OSESP e havíamos incluído o seguro saúde nos seus salários. O que fez Alex Klein pelo músico brasileiro?

Nesse episódio da OSB, me manifestei a favor da orquestra e coloquei meu blog à disposição para a divulgação das ideias da Comissão dos Músicos. Posicionei-me em relação à crise, da mesma forma como venho comentando a realidade de diversas  outras orquestras da América Latina.

Citar grandes empresas e comparar suas políticas  administrativas à gestão  de uma orquestra sinfônica, como faz Alex,  é típico de quem nunca fez nada no campo da gestão artística além de pequenas empreitadas regionais . Uma orquestra não produz suco de laranja, petróleo nem aviões, e seus músicos não devem ser encarados como burocratas ou fornecedores. Sempre me bati contra essa mentalidade reducionista. Antes de mais nada, porque uma orquestra não dá lucro. Seus ganhos são mensurados por critérios muitos diferentes.

Ainda por cima citar como exemplo a EMBRAER, que há pouco tempo promoveu uma demissão em massa, é desconhecer até os modelos de gestão das grandes empresas contemporâneas. Nunca fui partidário de demissão aos magotes . (Ah, sim, na verdade houve o episódio da demissão dos sete músicos que brigaram e desrespeitaram Roberto Minczuk, na época, meu assistente, durante um ensaio, e a quem apoiei no episódio, assumindo todas as responsabilidades que me cabiam).

Alex vai mais longe e sugere que eu não tenho carreira internacional. Se ele ignora o que venho fazendo fora do Brasil durante os últimos 40 anos, razão pela qual, inclusive fui chamado de volta ao Brasil –  não por razões de saúde que me impediam de continuar no meu emprego – devia, no mínimo, calar-se a meu respeito. Diferente dele que é regente só recentemente,  atuo nessa profissão  desde os meus vinte anos . É curioso que ele queira ser agora o paladino dessa classe, espinafrando colegas, pretendendo dar aulas a Roberto Minczuk  e, pretensiosamente, ditando regras que ele nunca conseguiu por em prática. Seu primeiro conflito no único cargo importante que tentou ocupar como diretor de  um grande teatro, resultou na sua demissão depois de tres meses no posto.

Nessa carta, Alex, ainda que de forma indireta, dá a entender que, como Minczuk agora na OSB, eu agi na Osesp numa atitude de desrespeito e contrária aos interesses dos músicos, e esse é o maior disparate que ele diz nessa carta que até músicos de Montevideo já receberam.

Agora é fácil para o Alex falar nos avanços das orquestras brasileiras, e nas conquistas que conseguimos. Mas é preciso ter em mente que a história é feita de coragem, originalidade e sobretudo , senso crítico. Se hoje músicos da qualidade de Alex podem voltar a viver no Brasil, como fez ele próprio- e  Minczuk não é obrigado a ficar só em Calgary-,  é porque fui um pioneiro na criação de uma nova realidade sinfônica no país.

Como disse Sêneca, nossa vida é curta e nossa arte é longa. A essa altura, Alex deveria, no mínimo, ter uma biografia como a do maestro Minczuk ou a minha, para escrever  cartas pretensiosas como a que escreveu.

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29 respostas para A deselegância de Alex Klein

  1. Almeida disse:

    De fato a carta do mto Klein (pequeno) nao faz muito sentido, veja os fatos abaixo, retirado do blog dos coralistas do Paulistano (vibrato), parabéns por sua carta inteligente.

    32 – Tanto o regente quanto a AMANDRA afirmam aos cantores que não procuraram o Maestro Alex Klein e que não o fariam enquanto ele não fosse falar com o Coro, mas, contrariando o que havia afirmado, Tiago Pinheiro o procura e pede apoio para realizar audições no coral, mudar seu perfil vocal, apoiado pela presidência da AMANDRA, tudo em segredo.

    33 – Em novembro de 2010 são convocadas audições no Coral Paulistano, em duas etapas, e também aí a AMANDRA convence TODOS seus integrantes a não questionar os critérios nem a realização das audições.

    34 – Nas audições 75% dos cantores são reprovados. Entre os aprovados estão, em sua maioria, cantores que participam de outros trabalhos com o regente, sob orientação dos integrantes da Banca.

    35 – A banca destas audições foi formada por Luis Otávio Santos, Marília Vargas, Alex Klein, Deborah Rossi e o próprio regente Tiago Pinheiro de Souza.

  2. Anônimo disse:

    Maestro Neschling,

    Essa carta aberta do Alex Klein ao Roberto Minczuk só pode ser hipocrisia ou cinismo, porque ele não aplicou o que prega durante sua passagem pela direção artística do Teatro Municipal de São Paulo. Lá, o Sr. Klein não apenas consentiu com a imposição de audições obrigatórias no Coral Paulistano, como também fez parte da banca examinadora dos testes e ajudou a reprovar 25 dos 42 coralistas. Agora, esses cantores reprovados – que, a exemplo dos instrumentistas da OSB, também têm famílias e contas a pagar mas não mereceram a “nobre” preocupação de Klein – terão que submeter-se a novas audições em março, para manter seus empregos. Lá, o primeiro teste também causou estragos, como a ruptura emocional do grupo e o abalo da autoestima dos reprovados. Hoje, o Paulistano é um grupo destroçado. Fica então a pergunta: por que, àquela altura, o Sr. Klein não deu esses mesmos conselhos que dá agora a Minczuk ao regente titular do Coral, Tiago Pinheiro, tentando dissuadi-lo da ideia de levar os testes adiante? Melhor ainda: sendo ele próprio o então diretor da Casa – e, portanto, superior de Tiago -, por que não mandou cancelar os testes, se tinha autoridade para tal? Seria uma excelente oportunidade de pôr em prática a sua retórica acerca das “modernas teorias administrativas”. Por isso, causa-me estupefação, revolta e indignação ler essa carta aberta, tão paradoxal quando se observa o posicionamento de Klein num e noutro episódio. Eis aí um caso em que bem se aplica o velho ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Da minha parte, também deixo um conselho a Minczuk: abra os olhos, meu caro. Alex foi demitido do Municipal. Com toda essa bajulação pra cima dos músicos da OSB, e sabendo da insatisfação deles com você, não me surpreenderia se ele estivesse “jogando para a torcida” já visando ao seu posto.

  3. Anônima disse:

    Sr. Alex Klein,

    Por que o senhor não publica uma carta aberta com idêntico teor dirigida ao Sr. Tiago Pinheiro, regente titular do Coral Paulistano do Teatro Municipal de São Paulo? Aquele mesmo que, contando com a sua conivência, a sua autorização e a sua participação na banca, está destruindo o Coral com audições idênticas às que se quer realizar agora na OSB? Para facilitar ainda mais o seu trabalho, sugiro que, em vez de elaborar um texto novo, apenas substitua alguns nomes na sua carta aberta: onde se lê Roberto Minczuk, escreva Tiago Pinheiro; onde se lê OSB, escreva Coral Paulistano (na pior das hipóteses, o senhor seria acusado de autoplágio, mas Mozart e Rossini também cansaram de fazer isso com as próprias obras…). Quem sabe, com essa atitude, o senhor ainda consiga reverter, a tempo, o estrago emocional, psicológico, artístico e profissional que ajudou a causar entre os artistas de lá.

  4. Sabe Maestro, vou fazer uma reflexão sobre o que está acontecendo. (desculpe a pressunção)
    Quando a Osesp foi reformulada e é a Orquestra que é hoje, houveram audições no início que visavam nivelar por cima a qualidade dos músicos e consequentemente separar o joio do trigo. Bom, feito isto no começo, as exigências da época ( ainda não se pensava em ser uma das melhores do mundo) deixaram com que muitos músicos continuassem a pertencer ao quadro da nova Osesp. Pronto, uma vez dentro, ganharam o paraiso merecido. Com o passar dos anos, as exigências foram aumentando e o nível ficando cada vez mais alto que se 14 anos depois o maestro quissesse fazer uma nova audição, como a OSB deseja, meus caros, muitos músicos que estão na Osesp, perderiam seus empregos, pois as exigências seriam outras. Posso citar exemplos de bons músicos que já foram até membros de orquestras famosas européias e nunca passaram nem na primeira fase em concursos recentes da Osesp . Músicos estes que há 14 anos atrás em termos comparativos seriam superiores aos que passaram naquela época. Hoje em dia para entrar na Osesp, o nível do músico tem que ser superior até do que cobram em orquestras Européias. Será que não é isto que músicos da OSB tem medo ( e com razão).
    Desculpem, posso estar errado pois ainda não tenho um posicionamento definitivo sobre o assunto, mas que sirva como reflexão.
    Gente, vamos nos unir e jogarmos a favor da música erudita e não darmos um tiro nos nossos pés!!!!
    Abraços

  5. Anderson disse:

    Uma coisa é fazer audições dando aos músicos a opção de outro emprego, caso sejam reprovados ou se recusem a submeter-se a elas. E proporcionar, aos que fizerem e forem aprovados, um novo estado de coisas, oferecendo-lhes melhoria das condições de trabalho, bons salários, benefícios…A isso chama-se mudança, e é ela que justifica uma reformulação através de audições. Outra coisa é impor audições a músicos que não terão para onde correr caso sejam reprovados e manter o estado de coisas, sem qualquer mudança, seja ela de natureza trabalhista ou estética.

  6. Ana Enésia Sampaio Machado disse:

    Ah, se o problema fosse só a deselegância!
    Há, no mínimo, um cinismo enorme em uma carta criticando as audições da OSB escrita por alguém que apoiou e participou das audições persecutórias feitas no Coral Paulistano.

  7. Vibrato disse:

    Compareço em seu Blog, caro maestro John Neschling, para me solidarizar às suas argumentações quanto à carta do Maesto Alexandre Klein.
    Lamentável que um músico com o histórico de reconhecimento como instrumentista tenha caído nesta infame armadilha de se contradizer em público, de forma tão lamentável.
    Maestro Alexandre Klein não apresenta o mínimo traço de coerência em seu discurso, o que dirá nas suas ações.
    Em sua passagem pelo Teatro Municipal de São Paulo patrocinou audições internas no Coral Paulistano, que o senhor tantas vezes solicitou para participar de concertos e gra vações ao lado do Coro da OSESP.
    Pois bem, em sua curta estada no Municipal autorizou e avalisou audições internas realizadas sob a batuta de Tiago Pinheiro, submetendo o coro a uma proposta de mudança estética que justificaria a mudança de emissão vocal de todos os cantores. Estas audições reprovaram 31 dos 42 cantores do coral Paulistano, em provas recheadas de juízos de gosto e referências estéticas baseadas em um modismo sonoro que já se encontra em desuso há quase 30 anos, mas que no Brasil ainda é utilizado por aqueles que não conseguem se colocar no mercado vocal sério ( vozes brancas, sem vibrato).
    Pois bem, maestro Neschling, aquele coral Paulistano, de sonoridade tantas vezes elogiada pelo senhor, encontra-se hoje destroçado, com cantores emocionalmente abalados, com suas auto-estimas esfaceladas, temendo uma segunda bateria de provas que definirá a permanência ou não na casa.
    Esses cantores também pagam contas, também tem famílias, também sentem o baque de avaliações e audições movidas por princípios nem sempre musicais. Em sua estada no Teatro Municipal o Sr. Alexandre Klein não fez as reflexões que apresentou ao Maestro Roberto ( como ele, sugerindo uma intimidade que sequer sabemos se existe, chama).
    Hoje o coral Paulistano se prepara para demonstrar publicamente que não é composto por 75% de cantores incompetentes. Hoje o coral Paulistano, vítima do delírio de grandeza que acometeu o Sr. Alexandre Klein ao assumir a direção do Teatro Municipal, ao lado de tiago pinheiro ( em minúscula mesmo!) precisa provar que é maior do que os delirantes e os desonestos e busca uma forma de continuar caminhando dignamente apesar da indignidade à qual foi exposto.

    Aproveito seu espaço para convidá-los a assistir a performance desse coral, antes que a segunda bateira de provas aconteça, e testemunhem a qualidade do trabalho por ele realizado, Dia 13/03, às 20h, Catedral Evangélica, rua Nestor Pestana, São Paulo.

    Ofereço também o endereço do Site que expõe plenamente esse estado de coisas, para que todos saibam de que forma o Sr. Alexandre Klein marcou sua presença no Teatro Municipal de São Paulo, para que o mesmo não aconteça com outros incautos.
    http://commuitovibrato.blogspot.com
    Abraços,
    Vibrato

  8. Eduardo disse:

    1) Essa carta aberta me parece totalmente despropositada. Quando ele deixou o Teatro Municipal houve carta aberta a quem quer que seja? Por que entrar, dessa forma, na polêmica das audições da OSB?
    2) A história das audições me parece um pouco o comportamento, que quem é advogado conhece muito bem, do sujeito que se recusa a fazer teste de DNA em ação de paternidade. Diz que não tem nada a temer, que a recusa é por princípio etc. etc. Seria muito mais interessante se todos os músicos fizessem as audições (mesmo a contragosto) e fossem aprovados, deixando o maestro com cara de bobo…

  9. Fernando disse:

    Galera,
    Alex Klein está mal informado quanto à “carreira internacional” do Roberto Minzuk. Talvez porque ele próprio não tenha carreira internacional e não sabe o que acontece pelo mundo. É verdade que Minzuk regeu algumas boas orquestras, mas pelo jeito não foi convidado para voltar a reger nenhuma. É só olhar a agenda no site dele. Só dá Calgary (que é mais ou menos Sorocaba do Canadá) e OSB.
    Alex anda chamando Calgary de “carreira internacional”. Tá chamando urubu de meu louro?
    Abraços,
    Fernando

  10. Ana Enésia Sampaio Machado disse:

    Sabe, Eduardo, as pessoas têm o direito de se recusar a fazer certos testes, não porque querem se safar de algum inconveniente, mas por não acreditarem na própria condução e nos propósitos dos testes. No Coral Paulistano, e acredito que na OSB também, todo o processo foi mal conduzido desde o início e as audições parecem ser apenas um pretexto para que os dirigentes se livrem de quem ousa discordar deles.
    Se eu fosse homem, me recusaria a fazer qualquer teste de paternidade no qual o dono do laboratório fosse a mulher que pleiteou o teste, ainda mais sabendo que ela é vingativa e aproveitadora.

  11. Denia Campos disse:

    Desculpe Maestro, mas meu recado também é para o sr. Alex Klein, já que não consegui comentar nada lá no blog que publicou a carta.
    Sr. Alex Klein, o senhor se lembra que foi convencido facilmente a participar de uma banca que eliminou 31 dos 42 membros do Coral Paulistano do Teatro Municipal
    em dezembro passado?
    Que o sr. se aliou ao pior líder que este grupo poderia ter em sua longa história, sem sequer conhecer nossa realidade.
    Um líder que recompensa os indisciplinados e castiga insistentemente os que lutam pela moralização daquele ambiente. O senhor foi cúmplice e apoiador de uma situação completamente contrária da que agora defende em sua carta.
    Sei que esse seu comportamento hoje é comum em qualquer ambiente político do país, onde o discurso está bem longe da prática.
    Mas não pude controlar minha indignação ao ler sua carta, pois sua saída me parecia vinda de uma correta reflexão .
    O que mudou?
    O que é que o convenceu a mudar tão rapidamente de opinião?
    Se mudou de opinião, o senhor tem a obrigação de se reportar ao Coral Paulistano.
    Obrigação moral.
    Reconquiste sua reputação sr Alex , esse não é um bom começo em sua carreira de Maestro.

  12. Joao Carlos Robledo disse:

    Caro Maestro Neschling,

    É hilário ver tudo acontecendo, pois conheço muito bem o Sr. Klein e me perguntava quanto tempo ia demorar para finalmente todos perceberem a falsidade de seus atos,o quanto ele usa as pessoas e depois joga fora e também sua impressionante fraqueza de caráter.
    Será que ele não percebe o quão óbvio é a manobra de posar de bonzinho para ganhar os favores dos músicos? Isso acontece até ele ganahr alguma posição, aí ele mostra as garras, como fez no Municipal.
    Em Curitiba, São Paulo e RJ já está ficando óbvio até demais, resta saber quanto demorará nos demais Estados do Brasil.
    Quem sabe teremos sorte e ele volta pros Estados Unidos. Não precisamos de picaretas assim no Brasil.

    Espero que isso sirva para avisar os incautos – A verdade está aí, sõ não vê quem não quer…

  13. Roberto disse:

    Maestro, porque dar tanta atenção ao Klein? Eu não entendo…. Fica muito chato o Coral Paulistano estar se aproveitando da situação da OSB. Vai comparar?!! Esse pessoal não tem nada para fazer não? Eu acho que o grande Neschling devia voltar ao Brasil, entrar em contato com o Abel Rocha e botar a casa em ordem. São Paulo e Brasil merecem!!!!!!!

  14. Anônimo disse:

    Como diria o capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite: “Alex Klein, o senhor é um fanfarrão!”

  15. Mary-Helen TE disse:

    Maestro,
    A carta de Alex Klein virou assunto internacional, leia o blog abaixo de Norman Lebrecht. Está na hora de um esclarecimento de sua parte pois para quem lê e não conhece a realidade da Osesp, Oh, isn´t Alex Klein such a nice guy.!

    http://www.artsjournal.com/slippeddisc/

  16. Eduardo disse:

    Ana Enésia,

    A acusação é grave. E a única maneira de comprová-la é fazendo o teste e discutindo o resultado (possivelmente solicitando a opinião de outro laboratório como contraprova…)

  17. Rodrigo disse:

    Eduardo, não existe “outro laboratório” pra tirar a contraprova nesta história. Pelo que acredita-se no meio musical, quem fizer o teste e não estiver “pré-escolhido” pelos critérios nebulosos da banca, pode até ser o mais virtuoso da história de seu instrumento que cairá. É mais uma questão pessoal que musical.

    Acredito que discutir os resultados na situação que chegou seria o início de um turbilhão que detonaria com a OSB, não tenho dúvidas disso. A direção e os músicos não têm uma relação tranquila há muito tempo; uma ação dessas rompe de vez. Pra não acontecer uma demissão em massa e um sucateamento absurdo da orquestra, é melhor nem cogitarem este teste agora.

    A OSB chegou num ponto “sem retorno”. Já não vejo muito terreno para Minczuk dirigir a orquestra atualmente. Se continuar com o processo do jeito que está, não vai haver terreno nenhum. E isso seria péssimo à própria orquestra, que já tem meio que uma marca como a que troca de regente a torto e a direito…

  18. Ana Enésia Sampaio Machado disse:

    Oi Roberto,

    eu não sou do Coral Paulistano e não vejo ninguém se aproveitando de situação alguma. Se há comparação, é porque as duas situações são comparáveis, sim. O que está acontecendo lá no Rio é o mesmo que vem acontecendo cá em São Paulo.
    A discussão não é para dizer que os grupos são igualmente bons, tradicionais ou importantes, e a verdade é que se fosse sobre isso, seria uma discussão mesquinha e infrutífera. O que está em questão são as audições a que ambos grupos são submetidos.
    Toda esse debate aqui no blog começou justamente por causa de comparações, que tecem paralelos entre as semelhanças e diferenças de cada situação. O maestro Neschling comentou a carta de Alex Klein porque este estabeleceu um paralelo entre as audições na OSB e na OSESP e o propósito do comentário foi esclarecer que nos dois casos o processo das audições foi totalmente diferente.
    Se você discorda que no caso das audições da OSB e do Coral Paulistano há mais semelhanças que diferenças, apresente isso com argumentos. É prá isso que servem os comentários em um blog, para estabelecer um debate.
    Quanto a não ter o que fazer, certamente todos nós que colocamos comentários aqui poderíamos estar trabalhando ou nos divertindo, assitindo um bom filme, lendo um bom livro, pulando carnaval ou rezando, não importa. Se colocamos comentários aqui, como você o fez, é porque consideramos o assunto importante e abrimos mão de parte do nosso tempo para isso.

  19. anônima disse:

    Sr. Roberto ,
    Sou do Coral Paulistano e concordo quando o sr. diz que o Maestro Neshcling deveria voltar ao Brasil e botar ordem no Teatro Municipal.
    Seria para nós o melhor que poderia acontecer. Talvez o sr. esteja certo quando diz que não existe comparação entre Coral Paulistano e OSB.
    Só espero que entenda que a situação do coral Paulistano é apenas um exemplo do que ocorre em todo o Teatro Municipal de São Paulo.
    Sou apenas uma coralista que torce muito para que tenhamos um diretor com ambições artísticas como o Maestro Neschling. Assim provavelmente não nos deparariamos com esta situação de total desmando, humilhação, perseguição ,improbidade e injustiça pela qual estamos passando.
    Não estou defendendo os reprovados do Paulistano, defendo os poucos artistas que sobraram, marginalizados por não se venderem. Esses conseguem ver a verdade ,e por isso o mais conveniente é que se retirem.

  20. semibreves disse:

    este blog tem se transformado num espaço de discussão em que as pessoas bem intencionadas têm tido a oportunidade de se manifestar de uma ou outra forma. As opiniões nem sempre coincidem com as minhas. Agradeço as manifestações de carinho com a que vem publicada acima, e acho que se tornou necessário frisar mais uma vez que não estou me candidatando a nenhum posto, seja no Rio, São Paulo ou qualquer outro lugar.
    JN

  21. Anônimo disse:

    Caro Roberto,

    Por que dar tanta atenção ao Klein? Primeiro, porque ele tornou pública uma carta na qual erroneamente compara o processo de audições da Osesp com o que se quer levar adiante na OSB. Segundo, porque o que Klein defende na carta, não pôs em prática quando diretor do Teatro Municipal de São Paulo. Portanto, não se trata de comparar o Coral Paulistano com a OSB. Trata-se de comparar um Klein com o outro Klein. Qual dos dois você acha que é o verdadeiro?

  22. Roberto disse:

    A história se escreve com fatos. A OSESP não seria o que é hoje sem a grande gestão do Maestro Neschling!!!! Isso ninguém pode negar!!!! A imprensa, as cartas, os blogs, tudo isso é para as pessoas opinarem, só. O que acontece na OSB é grave, não se trata de avaliações internas (coral paulistano), se trata de uma possível demissão em massa e uma desvalorização do “músico brasileiro”. Vamos todos apoiar a OSB e não desviar a atenção. Maestro Neschling, muito obrigado por escrever parte da História da Música do Brasil, por favor volte ou continue por aqui que ainda tem muita coisa para consertar.

  23. Ana Enésia Sampaio Machado disse:

    Oi Roberto,

    imprensa, cartas e blogs não podem ter sua finalidade reduzida à simples opinião vazia e sem fundamento. Servem também para informar e estabelecer debates, entre outras coisas. A opinião pura e simples não serve para quase nada e quando se presta a alguma coisa, gera várias deformidades. Não sei porque você considera grave ameaçarem de demissão um grupo de músicos, mas louvável ou banal fazer a mesma coisa com outro, uma vez que no coral Paulistano também há ameaça de demissão em massa, pela via da não renovação de contratos. Porque só é “músico brasileiro” quem está em uma orquestra do Rio e não em um coral de São Paulo? Por que tratar dois assuntos semelhantes com igual seriedade é desviar a atenção?

  24. Mary-Helen TE disse:

    Carta de Minczuk a Norman Lebrecht.

    http://www.artsjournal.com/slippeddisc/

  25. Mary-Helen TE disse:

    http://www.artsjournal.com/slippeddisc/2011/03/brazilian_facebook_protest_-_t.html

    Tres comentários excelentes no blog acima, “Brazilian Facebook Protest” de Norman Lebrecht: Stefan, Ole Bohn e Conor Biggs.

  26. Tito Verdi di Pietro disse:

    Não conheço os bastidores, pois sou somente um apreciador. Nunca ouvi falar do pequeno Alex e sempre gostei muito da regência do Maestro Minzuck. Eu só posso dizer que fui assinante da OSESP enquanto trabalhava em São Paulo e sempre considerei a orquestra e coro da OSESP simplesmente admiráveis do ponto-de-vista técnico e artístico, que sempre me proporcionaram muito prazer. Não gostei do afastamento do Maestro Neschling e não gosto de quem tenta denegrir um profissional que demonstrou para o público muita categoria e competência. A música é a antítese de maledicências e desamor. Construir demanda muita garra e profissionalismo. Denegrir sempre reflete alguém que não está de bem consigo mesmo e com o mundo onde vive. Um grande abraço, maestro Neschling.

  27. Paulo Varella disse:

    Prezado Mastro e demais colaboradores à discussão.

    Conheço o trabalho dos maestros Neschling e Minczuk e me inspiro pela constante procura pela excelência demonstrada por ambos ao longo de suas carreiras.

    Como brasileiro trabalhando pelo lugar ao sol, vivendo no exterior, vejo como essa busca pela excelência é algo prevalente em países que atingiram um patamar de desenvolvimento à cima da média. Apesar de estar há 14 anos afastado do nosso querido país, vejo com alegria que a nossa pátria tem alcançado resultados impressionantes no momento em que deixa de se acomodar com a mediocridade e passa a buscar, com obstinência, alcançar patamares mais altos em suas iniciativas. O mundo desenvolvido se encontra hoje em admiração aos resultados de iniciativas nesse lado dentro do Brasil.

    Quando li os detalhes da reavaliação e os ganhos aos salários dos músicos (salários de patamares internacionais!), me pergunto o por quê de tanta discórdia.

    Será que esta não seja o momento da OSB tentar sonhar e usar o processo proposto pela fundação da OSB e buscar a excelência, como vários outros setores da sociedade brasileira que resolveu refutar o terceiro mundismo? Se a OSB falhar nesse exercício ela estará fadada a irrelevância frente aos setores sociais brasileiros que buscam excelência hoje. Ela estará limitada a um papel irrelevante no futuro da cultura brasileira.

    Respeitosamente,

    Paul Varella, PhD
    Associate Professor of Strategy and Organizational Studies

    Mount Royal University
    EB2037 – 4825 Mount Royal Gate SW
    Calgary, AB, Canada – T3E 6K6

  28. Almeida disse:

    Prezado Sr. Klein,
    Te admiro como músico, como oboísta realizou fatos inéditos para um brasileiro, bravo.

    Porém escrevo que a sua passagem no Teatro Municipal de São Paulo foi confusa e caótica, muito discurso e nenhuma ação, abandonou os músicos que te escolheram! Alias deixou o grupo com os salários atrasados em sem uma programação consistente e madura, sem NADA. Acredito que você teve uma das melhores oportunidades da sua “carreira de maestro” e a desperdiçou. Faltou paciência da sua parte.

    Sua movimentação contra o seu “amigo”, (pelo menos é assim que você se dirige ao Mto Minczuk na sua carta aberta) desencadeou um movimento medíocre na rede. Se a sua intenção era chamar alguma atenção conseguiu. Mas a troco do que? Qual é a sua real intenção? Duvido que tenha relação com os testes.

    Você participou das audições do Coral Paulistano, e 75% dos cantores foram “reprovados”, muitos psicologicamente abalados por você e demais da banca. Ainda disse aos músicos que avaliaria a performance individual da OSM nos concertos, fato que qualquer maestro já o faz, e que depois pediria uma audição, fato confirmado por músicos da OSM. Se você é contra audições, testes ou avaliações, porque você participa de bancas? Negue o convite, desfaça o que fez no Coral Paulistano! Sustente suas palavras da carta aberta.

    Você chegou a escrever o seguinte sobre as audições: “A meu ver, este procedimento será repetido anualmente, de modo a apoiar a manutenção de um alto nível de qualidade no coral. Além das audições, estão sendo discutidas outras idéias, como prover apoio a cantores para que melhor desenvolvam suas qualidades…Os “reprovados” – que também não vem ao caso pois ninguém foi reprovado e todos passaram – mas digamos assim que aqueles que deverão fazer nova audição são aqueles que demonstraram carência em uma ou mais áreas de importância para a qualidade do Coral Paulistano. Estas carências foram explícitas e claras, para apoiar cada cantor em obter o maior aproveitamento possível desta experiência.” – Suas palavras!!! – Se você quer um emprego ou ensinar alguma coisa, aprenda com os GRANDES. Você leu a resposta inteligente do Mto John Neschilng? Espero que tenha lido, e aprendido alguma coisa, como por exemplo: não falar mais bobagens.

    Me pergunto, o que você fez para a Sinfônica Municipal de São Paulo quando teve a oportunidade? NADA! E ainda tem a cara de pau de se meter no assuntos de outras orquestras. Em Chicago não tinham a pressão no trabalho? Ou tudo era easy?
    Você disse que iria passar o chapéu para conseguir melhores condições para a orquestra, acho que você quis dizer, “dar o chapéu.”

    Você assim como, vários outros estão se aproveitando da situação para defenderem seu próprio interesse, disfarçados de amigos do peito dos músicos. Quem está de fora pode acompanhar, mas não se meter.

    Nos últimos dias seu colega, Mto Marcelo Ghelfi (indicado pelo Sr.) tem levantado uma bandeira sobre a sua “breve e curta passagem” no Teatro Municipal de SP, atacando diretamente a direção e administração da casa, gerando algum tipo de polêmica. Será que ele está levando direitinho seus recados?
    http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2011/03/10/MAESTRO-RECLAMA-DA-ADMINISTRACAO-DO-TEATRO-MUNICIPAL-DE-SAO-PAULO.htm

    Concordo em alguns pontos do seu “amigo” Mto Ghelfi mas discordo em muitos, (perfeitamente natural), entretanto é importante lembrar que a Sinfônica Municipal não pediu um advogado para sua causa.

    Lamentavelmente o TMSP vive hoje um dos seus piores cenários em pleno centenário (casa fechada), é medonho e triste para nossa cidade, e sim Sr. Klein, você também é culpado de criar ainda mais confusão e desgaste para esses “pobres artistas”, que acredito que com a sua saía houve um longo suspiro e breve silêncio, num ato de alívio e liberdade! Prova disso é que a OSM nem se pronunciou sobre a sua saída.

    Mto Abel Rocha terá muito trabalho para arrumar seus erros grotescos feitos em tão pouco tempo. Infelizmente o próprio Mto Rocha já enfrenta problemas, o Concerto do Paulistano que aconteceria neste final de semana na Cathedral da Rua Nestor Pestana foi cancelado minutos antes o ensaio. Os músicos da Sinfônica Municipal prontos para o ensaio de ontem (10.03) às 9h30, quando foram surpreendidos e avisados que não haveria ensaio, e ninguém saberia informar porque, 70 músicos no palco sem maestro para conduzi-los! Será um erro de comunicação ou ainda frutos das sua inúmeras agendas.
    Hoje o Municipal vive uma verdadeira bagunça!! Desejo muita sorte ao Mto Rocha.

    Sr Klein, ter amigo como você é um pesadelo para qualquer um. Aprenda mais sobre gestão, sobre regência, sobre técnica de ensaio, como fazer uma programação e toque a sua vida sem desmoralizar os colegas de profissão. Assim você poderá voar mais alto.

  29. Rodolfo Jonasson disse:

    Obrigado maestro, obrigado maestro!

    Um abraço,
    Rodolfo

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